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Em 13 de março, a
ACP recebeu, para sua Aula Inaugural, o psicanalista Alfredo Jerusalinsky,
membro da Associação de Psicanálise de Porto Alegre (APPOA).
O evento teve lugar no auditório da
Cultura Inglesa e dele participaram membros da ACP, bem como psicanalistas de
outras instituições e profissionais de outras áreas, interessados no
conhecimento da psicanálise.
Na ocasião, Jerusalinsky proferiu a
palestra "A resolução da angústia: um problema que dá pânico", destacando de
modo primoroso a diferença entre o afeto de medo e aquele característico da
angústia, no qual aparentemente não se tem objeto. O medo é o afeto sentido
quando se nomeia o objeto, a angústia, quando a palavra falta. O que falta na
angústia é a palavra, o nome e não o objeto, como pode parecer.
Angústia, vivência primária e
estrutural, só é vivida como pânico, quando a palavra que dá nome ao vivido não
acode o sujeito. Sem o socorro do simbólico que opera na falta da Coisa,
substituindo-a por um representante, o sujeito está à mercê de uma vivência de
plenitude que o ameaça de devoração.
Jerusalinsky trouxe, para essa aula
inaugural, uma importante contribuição da psicanálise para a contemporaneidade,
tempo no qual o sujeito é cada vez mais convocado a viver sem limites, na busca
de um gozo absoluto. Nessas circunstâncias, quando não encontra a morte, é a
síndrome do pânico que o espera.
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