Por que a leitura do seminário 17: O avesso da psicanálise? Vamos juntos desvendar a dialética analítica?
O seminário 17, O Avesso da Psicanálise, acontece com Lacan não se colocando a favor ou contra os estudantes radicais nas universidades parisienses de maio de 68. Lacan manteve seu ensino, embora as ruas chamassem os estudantes.
Nesse clima de alto grau de comprometimento emocional, Lacan dita uma versão revolucionária da psicanálise: operando com a teoria de grupos, cada elemento do grupo um dos quatro discursos, cuja estrutura nas diferentes ocupações permite a formulação de uma dialética aplicável à clínica psicanalítica.
Que o objeto da psicanálise é o inconsciente, que a psicanálise lacaniana trata do inconsciente estruturado como linguagem, e que a clínica escuta a fala do analisando: nos quatro casos trata-se da mesma estrutura discursiva. Essa é a revelação de Lacan ao desenvolver os quatro discursos.
Sobre a invariante dos discursos opera a diferenciação destes, pela tomada de lugares dos conceitos lacanianos: sujeito barrado, significante mestre, outro significante e objeto a. O movimento discursivo acontece a partir do giro de um quarto de volta.
Bibliografia: Harari, R. O que acontece no ato analítico? Companhia de Freud, Rio de Janeiro, 2001. Lacan, J. Seminário 17, O Avesso da Psicanálise (1969-1970). Rio de Janeiro: Zahar, 1992. Melman, C. A Neurose Obsessiva no Divã de Lacan. Imago, Rio de Janeiro, 2011. Schejtman, F. Ensayos de Clínica Psicoanalítica Nodal. Olivos: Grama Ediciones, 2015. Souza, Aurélio. Os discursos na psicanálise. Companhia de Freud, Rio de Janeiro, 2003.
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Informações da Atividade
- CATEGORIA:Seminários
- COORDENAÇÃO:ACP
- MODALIDADE:Atividade híbrida
- INÍCIO:2026